O idoso e o século 21

*Dr. Sérgio Figueiredo Pacca

Enquanto o século 20 ficou marcado por mudanças radicais na expectativa de vida, com o aumento sem precedentes do número de idosos, o século 21 será marcado pela solução dos problemas que esse fenômeno determinou.

Não apenas os médicos geriatras e gerontólogos, mas também os profissionais das demais especialidades médicas, devem se preparar para novos desafios ao receberem cada vez mais pacientes idosos (a partir de 60 anos de idade) e muito idosos (pessoas com 80 anos ou mais), priorizando um olhar cuidadoso para suas peculiaridades.

Enquanto processo natural, o envelhecimento consiste na redução da reserva funcional sem comprometer, geralmente, a função necessária para as atividades do cotidiano. Quando existe uma limitação funcional evidente, mesmo em nonagenários, desencadeia-se um processo de doença, a senilidade.

À medida que o homem envelhece, o corpo vai acumulando doenças crônicas, como pressão alta, diabetes mellitus, dislipidemias, entre outras, que farão parte do seu patrimônio pessoal durante toda a sua existência e que, se bem controladas, farão a diferença durante o envelhecimento, já que produzem graves efeitos nocivos.

Estudos realizados no município de São Paulo revelaram que 78% dos idosos tinham, pelo menos, uma doença crônica que necessitava de tratamento medicamentoso - dado semelhante com a realidade que ocorre nos Estados Unidos.

Muitas são as estratégias recomendadas para a promoção do envelhecimento saudável e de acordo com Organização Mundial da Saúde (OMS), essas ações devem ser interdisciplinares e dirigidas especialmente para reduzir na população, o risco de adoecer e morrer. Assim, cuidar do idoso é o desafio para a Medicina do século 21.

O próximo tema que iremos abordar na área de Geriatria são as 10 principais ações para um envelhecimento mais saudável.

*Dr. Sérgio Figueiredo Pacca – Geriatra – CRM 59.364

O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.